|
O Benfica foi a
Segóvia, num pavilhão ao rubro, comprovar toda a sua capacidade, mesmo
tendo perdido por 5-4. O grande problema esteve nas diferentes regras,
pois os lançamentos e os cantos com as mãos baralharam por completo os
pupilos de Alípio Matos que, em poucos minutos, sofreram dessa forma 3
golos.
A reacção foi à campeão, sempre sob a batuta dum Ciço imperial e dum
Arnaldo desequilibrador. Curiosamente, foram estes jogadores que
esbanjaram a hipótese de chegar a um resultado positivo ao falharem 2
livres de 10 metros nos últimos minutos.
O
Benfica alinhou com:
Manu, Ciço, Pedro Costa, André Lima e Arnaldo.
Jogaram ainda:
Zé
Carlos, Drula, Marcelo, Zé Maria, Ricardinho e Miguel Almeida.
Golos:
Ciço (2), Arnaldo e
Miguel Almeida.
O Benfica entrou
em campo demasiado nervoso e completamente desconcentrado, demonstrando
uma inadaptação gritante – mas compreensível – às jogadas de estratégia
(foras e cantos). Assim, foi com alguma naturalidade e sem grande
esforço que o Caja Segóvia chegou ao 3-0 e o pior cenário pairou sobre o
pavilhão.
Só passados largos
minutos é que os encarnados conseguiram equilibrar-se, muito por força
da acção de Ciço, um jogador de eleição e para os grandes jogos. Foi
mesmo o internacional brasileiro que reduziu para 3-1 dando o alento que
a equipa necessitava.
Num lance muito contestado, os espanhóis aproveitaram a benesse para
chegar ao 4-1, resultado que se verificava ao intervalo.
Na 2ª parte, os
pupilos de Alípio Matos apareceram completamente transfigurados,
pressionaram fortemente o adversário e dominaram as operações,
apresentando um futsal muito dinâmico e acutilante.
A equipa funcionou como um bloco, mas Ciço continuou a ser o grande
maestro e Arnaldo apareceu na sua plenitude, sendo um autêntico
quebra-cabeças para a defesa contrária.
O Expresso de
Bragança reduziu para 4-2 e quando Miguel Almeida colocou a equipa a
apenas um golo, a reviravolta começou a ganhar forma, até porque os
ex-campeões mundiais sentiam nítidas
dificuldades para se impor. No entanto, a equipa de Beto Aranha
conseguiu ressurgir e aumentou para 5-3.
Os minutos finais
foram dramáticos pois Ciço reduziu para 5-4 e o Benfica ainda
desperdiçou 2 livres de 10 metros, saindo derrotado de forma inglória. É
que basta referir que para além destas situações, os encarnados ainda
remataram duas bolas aos postes.
Os portugueses do
Caja Segóvia, João Leite e Fininho, estiveram num plano muito positivo e
o primeiro marcou mesmo um golo de bandeira, num forte remate de fora da
área.
A arbitragem, como
sempre em Espanha, foi caseira e teve influência no resultado.
A desforra, agora
com regras universais, será, ao que tudo indica, no próximo Sábado, no
Torneio Internacional do Fundão.
Comentário de Alípio Matos
Fizemos uma má primeira parte porque estávamos demasiado
preocupados com os lances de bola parada, com os jogadores a revelarem
pouca serenidade e desconcentração. Para além disso, ainda tivemos de
suportar uma arbitragem demasiado caseira.
Na 2ª parte, já estivemos ao nosso melhor nível. Pressionámos fortemente
o nosso adversário que sentiu enormes dificuldades para segurar o
resultado. O GR espanhol esteve mesmo brilhante.
Podíamos ter alcançado um resultado diferente, pois tivemos 2 bolas nos
postes e falhámos 2 livres de 10 metros.
Os jogadores mereciam, pela 2ª parte realizada, um resultado diferente
texto: Futsalportugal |